sábado, 30 de agosto de 2014

Conclusão


           
Ao findar mais uma tarefa que tanto me deliciou que foi escrever- Viver é Preciso -, cresceu em mim mais uma vez, o sentimento de dever cumprido.
            Sinto como se fosse mais um filho  que deixou a casa materna para encontrar outras pessoas, alargando assim seu circulo de convivência, a fim de propagar outras mensagens neste mundo de meu Deus. Aliás, este foi um dos objetivos deste meu trabalho.

                                     Até breve!


                                      Tchau.


domingo, 17 de agosto de 2014

Agradecimentos

XV Capítulo



           Lendo um livro de Filosofia da Educação de Maria Lúcia de Arruda Aranha, quero pedir-lhe licença para inserir neste meu trabalho - Viver É Preciso - , duas citações que achei importantíssimas, encontradas lá: a primeira é a que diz que o homem  e o mundo pertencem ao ainda não. O homem ainda não é perfeito e o mundo ainda não está acabado. Assim sendo, diariamente busco melhorar minhas atitudes individuais para poder contribuir na transformação deste, no mundo que precisamos.
            A outra é um pensamento de Locke que  diz que há duas fontes possíveis para as nossas ideias: a sensação e a reflexão. É por esse motivo que meus escritos buscam a saciedade nessas fontes.
            Encerrando mais um livro, quero fazer muitos agradecimentos. Em primeiro lugar ao bom Deus, origem, fonte e fim de toda criação e de toda vida. Pois sei que seu desejo é que vivamos a plenitude de seu sonho: termos vida em abundância.( cf. Jo. 10,10b) e que lhe sejamos agradecidos por sermos seus filhos e podermos receber de suas mãos  tantas graças, sensações bem vividas, emoções  que somente quem ama pode dar aos seus entes queridos. (cf. Lc. 17, 17-18). Em segundo lugar agradeço ao Espírito Santo pelo dom de escrever desta autora  que tenta passar às pessoas esta vivência deslumbrante que, muitas vezes, na rapidez do pensamento, as palavras não conseguem retratar esta experiência prazerosa.
           Quero ainda agradecer, de um modo muito particular a todas e todos que tão bem souberam aproveitar belíssimas imagens e colocá-las nas redes sociais a fim de que outras pessoas possam se beneficiar de seus mais belos gestos artísticos. Eu sou uma delas. Sintam-se parte desta produção cultural.
            Minha gratidão fraterna aos que acessarem este blog. Ele é mais um espaço para nossa inclusão na grande ciranda dos filhos sob a proteção carinhosa do Pai-Deus.
             Meu agradecimento carinhoso e reconhecimento  materno ao jovem Richardinho pelo profissional que é, na técnica e na arte deste e de todos os meus trabalhos. Muito Obrigada!
             Ao término desta publicação, não poderia deixar de registrar aqui o quanto sou grata àquelas e aqueles que ao longo de minha existência me ajudaram  com moradia, alimentação, estudo, vestuário e tudo aquilo que foi necessário para a minha sobrevivência. É por isso que estou aqui! Que  o bom Deus proteja-os. Ele sabe quem são e o que fizeram.
Obrigada!   Danke! Tchau!

domingo, 10 de agosto de 2014

MINHA Terra, Meu Amor

                   Capítulo XIV

Tu medes mais de cem hectares de mata nativa, destacando-se entre outras árvores, vários tipos de palmeiras, como  as que produzem babaçu,juçara, tucum, bacaba, anajá, etc., e outras como andirobeiras, mangueiras e tantas outras  que nem sei o nome.
        No teu centro corre sereno o rio Tabocal, que como todos os rios de lá, é perene, deixando essa terra ainda mais fértil. Tem uma parte desse lugar onde meus pais faziam suas roças e outras pessoas também.
        Bem às margens desse rio, existe um pedacinho que papai colocou o nome de Bom Jesus. Lá eles construíram um rancho, onde guardamos por uns dias arroz e milho e chegamos até a dormir uma noite lá.
        Vovô Tancredo deu uma terra a mamãe no povoado chamado Santa Maria. Depois mamãe vendeu essa terra e comprou a mata.
        Nós íamos lá quando éramos criança ou quando íamos passar as férias em casa. Essa mata é uma beleza!
        Após o falecimento de papai, há vinte anos, somente eu  e outra irmã fomos lá. Estamos longe e consequentemente, não estamos podendo cuidar  dessa terra tão boa. Eu confio no bom senso de todas e todos que de lá tiram parte de seu sustento. Tens para nós um valor incalculável  que vai além de qualquer preço. Peço que as pessoas a preservem, a fim de que outras gerações possam se beneficiar dela.
         Temos ainda parte em outra terra deixada por  nossos avós paterno num distrito da cidade de Morros. Além de uma casa que eu construir numa parte do terreno onde nós morávamos desde criança.
A construção e a pertença dessa casa a mim, está registrada no cartório de Axixá.
          Sinceramente, não estamos sabendo lidar com tudo isso. Precisamos de ajuda.
           Quero fazer, encarecidamente, um apelo às senhoras  Amor de Maria Cantanhêde, Sônia Campos e Coração de Maria, mulheres muito influentes religiosa e politicamente nessa cidade, para que incentivem a preservação dessa floresta quando a mesma sair da responsabilidade de minha família.
                                                 Muito Obrigada!

sábado, 26 de julho de 2014

São Luís

    XIII Capítulo


               I
    Ilha dos meus desejos!
    Cidade dos azulejos.
    Ilha da química do amor,
    Onde se dança  reggae e tambor.
               II
    Em tuas belas ladeiras,
    Debaixo de lindas palmeiras,
    Dançam moças faceiras.
              III
     Terra de emoção,
     De templos para oração.
     Terra onde se saboreia,
     Ouvindo o pássaro que gorjeia,
     Arroz, cuchá, juçara e camarão.
              IV
     Lugar que nos anima
     Com bela festa junina.
     A linda que sempre foi.
     De danças  portuguesa, do boiadeiro
     E do nosso bumba-meu-boi.
                V
     São Luís, na tua beleza e alegria,
     Existe prosa e poesia,
     História e geografia.
     Tens física de encantos mil
     No litoral do Brasil.
     És acolhedora cidade,
     Patrimônio da humanidade.

Geralda Maciel


sábado, 19 de julho de 2014

O Cabritinho Perdido

  XI Capítulo



    Um dia desses eu estava escrevendo um texto e Lucas, meu neto, estava assistindo um vídeo no computador. Aí ele parou um pouco, olhou para mim e perguntou:  vovó o que você está fazendo? Eu lhe respondi: estou escrevendo uma  história. Ele disse: vovó escreve ai a minha estória. E eu disse: está bem. Então ele foi dizendo e eu fui escrevendo a estória a seguir:

     O cabritinho se aventurou sozinho por uma caverna. Encontrou um lobo malvado.
   Certo dia encontrou uma cabritinha e continuaram a aventura. O cabritinho foi procurar uma comidinha para a sua cabritinha. Encontrou sua mãe, mas não queria deixar sua amiguinha. Cresceram juntos e um dia se casaram e tiveram muitos filhinhos. 



                                                                 Autor   Lucas Oliveira.

domingo, 29 de junho de 2014

O Número Sete

X Capítulo      

           

        Quando procuro ler a história da vida, lembrando que ler é conhecer, interpretar e situar-se nas realidades deste nosso universo, para que interagindo possamos transformar alguns acontecimentos em algo bem melhor para todas e todos, inclusive, superando a dicotomia entre o trabalho intelectual e o trabalho manual. É por isso que o conhecimento que nos vem através de uma educação pensada, planejada, formal é tão importante e precisa ser acessível a todos os seres humanos a fim de que haja um melhoramento e um aperfeiçoamento em nossas ações cotidianas.
           Sei que muita coisa deve ser feita nesse sentido, mas parto da premissa de que já avançamos e não vamos retroagir nessa luta. É o estudo que nos leva a ter novas perspectivas de realizações. Tenho certeza que é tudo isso que os pais almejam para seus filhos. Meus pais também foram assim. Eram lavradores , mas não queriam  que suas filhas continuassem essa história. Como onde morávamos, só existia uma sala de aula e uma só professora, foi necessário que saíssemos de lá  para estudarmos em outros lugares.
            Papai era um homem bom. Tranquilo e de fé. Mamãe era um pouco mais agitada. À noite nos chamavam para rezar um terço com eles. Em seguida contavam estórias passadas a eles pelos seus ascendentes e assim acabávamos dormindo. Éramos sete irmãs. Minha mãe teve outros filhos, mas somente a primeira e as seis últimas se criaram. Da mãe de papai também nasceram sete filhos todos homens.
             Certa vez comecei a pensar na presença do número sete em várias ocasiões, como por exemplo: além dos dois sete em nossa família, aprendi que a semana  possui sete dias. Que as notas musicais são sete. Que no segundo livro dos macabeus ,  no capítulo sete  conta-nos a história de sete irmãos. Que sete são os sacramentos da igreja católica. Que os dons do Espírito Santo são sete. Que sete são as obras de misericórdia corporais e sete são as espirituais. E ainda, quando uma criança está fazendo alguma travessura, dizemos que ela está pintando o sete. E quando queremos falar de segurança, dizemos que alguma coisa esta guardada a sete chaves, e daí por diante. Puxa, cansei! Número sete obrigada por ter contribuído com este meu trabalho. Sete vezes , obrigada!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A História de um Líder



                         I
És grande símbolo da resistência,
Contra a escravidão de muitos lares.
A liberdade estava em tua essência,
Último chefe do Quilombo dos Palmares.

                         II

Guerreiro do São Francisco,
Onde respiraste bons ares.
Tratado como um cisco,
Te raptaram  Zumbi dos Palmares.

                         III

Foste dado de presente,
Levado para outros lugares.
O estudo preparou tua mente.
Para liderar o Quilombo dos Palmares.

                          IV

Com o nome de Francisco,
Desbravaste outros mares.
Qual pastor de um aprisco,
Foste tu, Zumbi dos Palmares.

                          V

Caçado como um animal,
Traído por um  de teus pares.
Se pra eles , foi vitória real,
A vitória foi tua, Zumbi dos Palmares.

                          VI

A mentira, a difamação e a perseguição,
Trucidam irmãos sob muitos olhares.
São atestados da mais vil judiação,
Dos carrascos de ontem e de hoje, Zumbi dos Palmares.

                           VII

O auge de tanta violência
Foi a decapitação de Zumbi dos Palmares.
Porém , não se corta uma nobre consciência,
Recebe os nossos mais belos cantares!